Agrotóxicos X Ruralistas X Governo

Os textos sobre agrotóxicos, são de extrema importância sua divulgação. Urge que a população se conscientize sobre a qualidade dos alimentos e suas consequêcias.

" Vem aparecendo na internet matérias irresponsáveis citando bicarbonato de sódio, vinagre, iodo e outros como "fórmulas mágicas" para limpar os agrotóxicos de frutas e verduras.
Nâo acreditem. Gostaríamos muito que fosse tão fácil, mas não é.
Muitos agrotóxicos são sistêmicos, ou seja, penetram nos tecidos da planta, em todas as suas células, e circulam junta com a seiva. Nenhuma lavagem de qualquer tipo vai tirar um produto desses de dentro do vegetal.
Há outros que não circulam com a seiva, mas atuam em profundidade, ou seja, penetram abaixo da epiderme e das cascas de frutas e legumes. Também não vão sair com lavagem.
Há alguns que ficam só por cima da planta, e podem sim sair em parte com um boa lavagem.
Mas não sabemos quais agrotóxicos foram utilizados nos alimentos que nos chegam. Nem quantos. Muitas vezes diversos agrotóxicos diferentes são misturados numa única pulverização, e são feitas várias pulverizações por mês.
São mais de 430 princípios ativos e mais de 1500 formulações diferentes.
O único jeito de não haver contaminação com agrotóxicos é não usá-los. Não acredite em mágica. Infelizmente, ela não é - como o próprio nome diz - real."




   
      Aprovado em comissão especial por 19 votos a favor e 9 contrários (veja a lista de votação abaixo), está pronto para votação em plenário o parecer do deputado Luiz Nishimori (PR-PR) para o projeto que promove alterações na legislação sobre uso de agrotóxicos ou pesticidas. De interesse da chamada “bancada ruralista”, a matéria (PL 6299/02) superou a fase de debate em comissão especial na Câmara, que consumiu cerca de nove horas de discussões nesta segunda-feira (25), depois de analisados destaques apresentados ao texto.
O relatório de Nishimori permite, entre outros pontos (veja resumo abaixo), que o Ministério da Agricultura libere o uso de pesticida em plantações mesmo que órgãos reguladores como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) ou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por exemplo, não tenham completado seus processos de análise. A liberação nessas situações imporá ao produto que tenha sofrido ação de pesticida um registro temporário. Outra condição é que os produtos observem especificações idênticas em ao menos três dos 37 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Para deputados contrários à matéria, trata-se de facilitar o uso de “veneno” a ser levado à mesa de milhões de brasileiros. Já defensores do projeto, em geral integrantes da chamada “bancada ruralista”, dizem que o objetivo do projeto é reduzir a burocracia e ajudar produtores rurais sem que, para isso, esteja em risco a saúde da população.

A favor do projeto:

  1. Carlos Gaguim (DEM-TO)
  2. César Halum (PRB-TO)
  3. Covatti Filho (PP-RS)
  4. Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  5. Prof VictorioGalli (PSL-MT)
  6. Sergio Souza (MDB-PR)
  7. Valdir Colatto (MDB-SC)
  8. Zé Silva (SD-MG)
  9. Alceu Moreira (MDB-RS)
  10. Junji Abe (MDB-SP)
  11. Celso Maldaner (MDB-SC)
  12. Luiz Nishimori (PR-PR)
  13. Marcos Montes (PSD-MG)
  14. Alberto Fraga (DEM-DF)
  15. Fábio Garcia (DEM-MT)
  16. Nilson Leitão (PSDB-MT)
  17. Geraldo Resende (PSDB-MS)
  18. Tereza Cristina (DEM-MS)
  19. Adilton Sachetti (PRB-MT)


Contra o projeto:

  1. Bohn Gass (PT-RS)
  2. Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
  3. Padre João (PT-MG)
  4. Edmilson Rodrigues (Psol-PA)
  5. Júlio Delgado (PSB-MG)
  6. Subtenente Gonzaga (PDT-MG)
  7. Alessandro Molon (PSB-RJ)
  8. Nilto Tatto (PT-SP)
  9. Ivan Valente (Psol-SP)      

Por Fábio Góis  Última Atualização 25 jun, 2018 - 22:42
 

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